Pedidos de oração

As consequências da perseguição

Quênia

Na costa do Quênia, existe uma cidade chamada Mpeketoni com cerca de 50 mil pessoas. É um lugar onde a beleza e dor se encontram. Situada perto da praia e lagos, com vegetação admirável, é uma bela cidade. Porém em 2014, extremistas do Al-Shabaab lançaram uma série de ataques à região, matando 92 pessoas. Grace, uma cristã de lá, testemunhou os efeitos do trauma na vida das crianças, jovens, adultos e idosos. Mas, ela também viu a provisão do Senhor. A jovem estava em casa nos arredores da cidade quando o Al-Shabaab chegou. Embora o grupo atuasse na área por muito tempo, o ataque foi inesperado.

"Por volta das 20h30, minha cunhada chegou e nos disse que a vila estava pegando fogo. Meu pai foi até a cidade para ver o que estava acontecendo. Alguns minutos depois ouvimos tiros”, conta Grace. Na ocasião, o pai dela ficou ferido e ainda hoje carrega marcas daquele dia. O irmão de Grace assistiu aos ataques porque se escondeu em cima de um telhado. No dia seguinte, ele se voluntariou a ajudar a carregar os corpos, foi quando reconheceu um amigo que tinha visto na igreja no dia anterior. O rapaz era recém-casado e ia ser pai. Grace conta que o irmão até hoje não superou a dor, inclusive desistiu do próprio negócio que exigia que ele saísse cedo e voltasse tarde, por medo.

Grace não só notou as cicatrizes do trauma em seus próprios parentes, mas percebeu que elas estavam em toda parte. A frequência à igreja caiu radicalmente. "Havia grande medo entre os membros e seus filhos. Um dia, um pneu explodiu, as crianças correram para os pais chorando: ' O Al-Shabaab está chegando. Eles vieram atirar em nós!'"

Uma igreja mais forte

Após o ataque, a Portas Abertas apresentou o treinamento pós-trauma aos líderes da igreja que nos pediram para também treinar seus professores da escola dominical. Grace participou e aprendeu a usar arte e jogos e criar um ambiente seguro que permitisse que as crianças falassem sobre suas experiências. Os participantes também aplicaram seus conhecimentos trabalhando com 30 crianças de 6 a 12 anos que vivenciaram os ataques de Al-Shabaab. Algumas tinham visto seus pais e irmãos morrerem (as mulheres eram poupadas). Muitos tiveram de fugir e se esconder no mato com suas famílias nos dias que se seguiram ao ataque; eles enfrentaram circunstâncias difíceis. Outros sofreram trauma secundário quando ouviram sobre os ataques.

“Depois do curso observei a raiva das crianças diminuir”, diz Grace que viu muita coisa mudar. Muitas pessoas também vieram à fé após o corrido. "Os ataques fizeram as pessoas pensarem sobre a vida e o que significaria se eles morressem antes de estarem em comunhão com Deus". Grace também acredita que os ataques fomentaram a unidade: "Antes dos ataques, não havia uma real comunhão entre as igrejas. Eles não achavam que precisavam um do outro. Mas desde então, nós realmente começamos a trabalhar muito mais juntos."

Pedidos de Oração

  • Ore por Grace, seu pai, irmão e todos os cristãos quenianos que foram traumatizados de alguma forma pelos ataques. Que Cristo continue cuidando deles.

  • Clame por proteção para os cristãos na fronteira nordeste do Quênia e nas áreas costeiras que enfrentam muita pressão por seguir a Cristo. Que eles consigam dominar o medo com um espírito de amor.

  • Agradeça a Deus pela oportunidade de ministrarmos para a igreja após os ataques. Peça que ele continue usando o treinamento pós-trauma que oferecemos para trazer cura e restauração aos sobreviventes.


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